Leonardo Bork, CEO da Clinia |
A discussão sobre o fim da escala 6x1 e a redução da jornada semanal para 40 horas tem gerado preocupação em diversos setores da economia. Na saúde, o impacto pode ser ainda maior.
Hospitais, clínicas, laboratórios e centros de diagnóstico dependem de operações que funcionam praticamente de forma contínua para atender pacientes, gerenciar agendas, realizar confirmações, responder dúvidas e garantir que milhares de atendimentos aconteçam todos os meses.
Segundo análise do BTG Pactual, setores intensivos em mão de obra podem precisar ampliar seus quadros em cerca de 10% para manter a mesma capacidade operacional em um cenário de redução da jornada de trabalho.
O desafio é que muitas instituições de saúde já enfrentam dificuldades para contratar, treinar e reter profissionais, especialmente em áreas ligadas ao atendimento ao paciente.
Na prática, isso significa que atividades como confirmações de consulta, remarcações, recuperação de pacientes e atendimento via whatsapp podem sofrer ainda mais pressão.
Ela coloca em evidência um desafio que já faz parte da realidade de muitas clínicas: como manter a qualidade do atendimento e acompanhar o crescimento da demanda sem depender exclusivamente da ampliação da equipe.
O verdadeiro desafio não está na jornada. Está na capacidade operacional.
Quando se fala sobre redução da jornada de trabalho, a primeira preocupação costuma ser a necessidade de contratar mais pessoas. Mas o maior desafio pode estar em outro lugar.
Em clínicas de alto volume, grande parte da rotina das equipes de atendimento é consumida por atividades operacionais repetitivas.
Confirmações de consulta.
Remarcações.
Respostas a dúvidas frequentes.
Orientações pré e pós-procedimento.
Recuperação de pacientes faltosos.
Atualizações cadastrais.
Direcionamento de pacientes.
São tarefas fundamentais para o funcionamento da clínica, mas que exigem tempo, atenção e disponibilidade constante da equipe. Quanto maior o volume de atendimento, maior tende a ser a pressão sobre a operação.
Por isso, gestores já começaram a avaliar quais atividades realmente exigem intervenção humana e quais podem ser automatizadas sem comprometer a experiência do paciente.
E é justamente nesse ponto que a inteligência artificial começa a ganhar espaço nas operações de saúde.
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Da automação à inteligência operacional
Durante muitos anos, a tecnologia na saúde teve como principal objetivo organizar informações.
Prontuários eletrônicos substituíram inúmeras fichas de papel. Sistemas de ERP passaram a centralizar agendas, cadastros e históricos de pacientes. A operação ganhou mais controle. Mas os processos continuaram dependendo das pessoas para acontecer.
A diferença agora é que a inteligência artificial não atua apenas registrando informações. Ela passa a participar da execução de atividades que fazem parte da rotina de atendimento.
Isso significa que uma clínica pode manter comunicação ativa com milhares de pacientes simultaneamente, sem criar filas de atendimento ou aumentar a carga operacional da equipe.
Enquanto profissionais se dedicam a situações que exigem análise, acolhimento e tomada de decisão, a tecnologia pode conduzir processos inteiros de forma autônoma, seguindo regras, fluxos e protocolos previamente definidos.
O resultado é uma operação mais previsível, padronizada e preparada para lidar com grandes volumes de atendimento.
O paciente também percebe a diferença
Quando se fala em inteligência artificial, é comum associar os benefícios apenas à redução de esforço operacional. Mas os impactos mais relevantes costumam aparecer justamente na experiência do paciente.
Em um cenário onde as pessoas estão acostumadas a respostas imediatas em aplicativos, bancos, deliverys e plataformas digitais, a expectativa sobre o atendimento em saúde também mudou.
Pacientes esperam agilidade.
Esperam respostas rápidas.
Esperam facilidade para agendar, remarcar ou esclarecer dúvidas.
E quando isso não acontece, a frustração aparece rapidamente.
Uma resposta que demora horas.
Uma ligação não retornada.
Um exame esquecido.
Uma consulta perdida por falta de confirmação.
Pequenos atritos que, somados, afetam diretamente a percepção sobre a qualidade do atendimento.
Por isso, a adoção de tecnologias inteligentes deixou de ser apenas uma iniciativa de eficiência operacional. Ela passou a fazer parte da estratégia de experiência do paciente.
O que o fim da escala 6x1 ensina para as clínicas de saúde
O crescimento das operações não poderá depender exclusivamente do aumento das equipes.
Nesse cenário, a capacidade de utilizar tecnologia para ampliar a produtividade das equipes deixa de ser um diferencial e passa a ser uma necessidade estratégica.
Como preparar a operação para crescer sem aumentar proporcionalmente sua complexidade?
É justamente para responder esse desafio que a Clinia foi criada.
A plataforma combina inteligência artificial, automação e gestão centralizada do atendimento para ajudar clínicas a absorver mais demanda, manter a qualidade da experiência do paciente e reduzir a dependência de atividades operacionais repetitivas.
Hoje, operações que utilizam a Clinia já alcançam resultados como:
✔ Até 84,9% das conversas resolvidas automaticamente pela IA
✔ Até 96% das consultas confirmadas
✔ Até 74,5% de conversão para exames
Mais do que indicadores de performance, esses números representam algo que se torna cada vez mais importante para o futuro da saúde: capacidade operacional.
Porque, no fim das contas, o maior desafio não é apenas adaptar-se a uma nova jornada de trabalho.
É construir uma operação capaz de atender mais pacientes, com mais eficiência e qualidade, independentemente dos desafios que o mercado apresentar nos próximos anos.

